terça-feira, 23 de novembro de 2010

Chegada do Léo - Versão da Mamãe

- Escrito em 10 de setembro de 2010

Pois é, a mamãe está se recuperando e voltando a rotina. Neste caso, é muito justo que tenha a oportunidade de também deixar sua impressão desta chegada tão maravilhosa. Vou tentar mensurar, afinal são indescritíveis as expectativas, sensações e novidades que vieram com o Léo...

Gravidez

A descoberta da gravidez foi um espetáculo à parte. Aliás, já se ouviu muito desta história: descobri quando visitei o médico pensando que era pedra no rim. E que pedra! (risos) O momento se tornou ainda mais surpreendente já que o tal médico consultado não mencionou que além dos muitos exames solicitados, havia no meio o de gravidez. Aquele POSITIVO em letras garrafais entre os resultados de exames nas mãos da atendente se perpetuará em minha memória...

Claro que o susto, misto de “e agora?” com “é isso mesmo?” logo foram trocados pelo “uau, algo muito especial e bem vindo está por vir...”. Meus sogros choraram de alegria quando souberam, aliás, minha sogra chora até hoje quando vê nosso principezinho rs. Para minha mãe, quem teve de contar foi o Jhony. Depois de quase 1 semana em que fiquei ensaiando, buscando uma oportunidade mais adequada, e foi tão fácil! Se soubesse teria dito antes. Ela mesma concluiu que era esta a notícia e logo vieram os tantos conselhos de alimentação e cuidados tão característicos de mãe, em especial da minha (quem conhece sabe, rs).

Como descobri com quase 2 meses, a barriga logo tomou forma. Ouvi de muitas para que aproveitasse a fase. E realmente, diria que as vantagens desta fase são muito convenientes: nada de filas, lugar para sentar, mimos, comidinhas, carinhos, preocupações, desejos... Aliás desejo só tive um: maçã do amor!

Peripécias

Poxa e como foi difícil encontrar. Ainda bem que não é, ou, pelo menos no meu caso não foi, aquele súbito desejo que precisa ser realizado na hora. Agüentei algumas semaninhas até que a Naty que trabalhava comigo, implorou para uma decoradora em uma festa que tira-se da mesa de doces uma maçã do amor para uma tal grávida que estava desejosa...rs.

Logo meu Amor depois de ter vasculhado o Parque do Ibirapuera, visitado padarias e docerias, encontrou não uma, mas um monte de maçãs do amor penduradas numa árvore francesa em um casamento que iria tocar (ele é DJ pra quem não sabe). Claro, separou algumas e me trouxe...Huum que delícia!!! Para arrematar, encontramos no níver da nossa querida amiga Rosana Negrão. Talvez eu ainda nem tenha comentado com ela, mas aquela árvore dos desejos recheada de maçãs vermelhinhas e suculentas foi uma baita realização! Rs...

Desconfortos

Apesar da guloseima, me alimentei normalmente, engordei só o recomendado, tive sim dores horríveis nas costas por trabalhar sentada e sobrecarregar muito a coluna, o bebê também chutou muito minhas costelas e... Ai! Como dói...Tive muita azia nos último meses. Mas olha... Impressionante como hoje mal me lembro destas sensações.

Escolhas

Em meio à nossa rotina maluca fomos realizando os exames, as ultrassons e as visitas ao obstetra, muito experiente por sinal, afinal foi ele quem ME trouxe ao mundo rs. Pois é, teria aí pelo menos 24 anos de experiência.... Bárbaro, Dr. Toshio Arimori. A segurança que ele passou tanto a mim quanto ao Jhony foram essenciais.

Quando engravidei estava sem convênio médico, então tive que procurar uma maternidade com um bom custo X benefício, visto que não imaginava que ter um bebê chegasse a custar R$ 9.000,00 (nove mil reais). Encontramos finalmente o Hospital e Maternidade Cruz Azul, um hospital militar excelente. Gostamos e fechamos num precinho muito camarada.

“A chegada do Léo” nos pegou de surpresa. Na que seria a última visita ao obstetra, identificamos que os ultrassons não estavam batendo. Seria necessário mais um para marcamos a data da cesárea. Sim, definitivamente seria cesária. Perdi uma noite de sono só de IMAGINAR a dor quando cogitei parto normal.

Rs, bom escapei mas não inteiramente. Como o papai Jhony conta, a contrações deram o alerta e eu fiz a escolha certa, não agüentaria um parto normal. Tsc, tsc.

Tchan, tchan, tchan

Engraçado que o jhony comenta que quando chegamos ao hospital “...logo identificaram a paciente Cínthia...” Imagina! A atendente burra , anta quadrada e todos os bichos ofensivos que lembrar-se, não sabia como proceder num atendimento com contratação particular, fora de um convênio. Ligou para todos os departamentos do hospital para se informar até que surgiu uma enfermeira que a orientou e me encaminhou para o quarto. Vadia! Eu estava quase pulando o balcão e esganando a desprovida de cérebro. Poxa eu estava morrendo de dor! Desse um jeito em mim, depois se preocupava com a burocracia! Grr...

Tivemos uma rápida passagem pelo quarto. Depois de outra filha da mãe fazer a prova de toque dolorido demais, quando estava me preparando psicologicamente para agüentar por mais tempo a dor, a enfermeira avisou que o Dr. Toshio estava a caminho. Fui para a maca à caminho do centro cirúrgico.

A partir deste momento perdi o contato com o Jhony que esteve comigo o tempo todo. Fique insegura e mais ansiosa por conta disso. Não sabia se o encaminhariam a tempo ao centro cirúrgico, em que momento ele entraria, se estaria comigo. Respirei fundo e juntei minhas forças para não deixar-me levar pelo momento.

A salinha

Eu também passei por uma salinha. Em meio a tanta dor, não consegui me concentrar e imaginar a chegada do meu bebê. Sentia que era o final de uma longa fase de nove meses, que dali alguns minutos viriam os louros, mas estava doendo...

Neste momento coincidiu a abertura da porta da minha com a da sala em frente e tinha uma mulher que pelo visto tinha acabado de ter bebê. Ela estava sozinha, e estava muito abatida com a barriga inchada, pintada de algum medicamento. Fiquei assustada, não queria ficar naquele estado e nem que o Jhony me visse de tal forma. Mas mal podia manter-me alerta com tanta dor, não tinha o controle de nada. Estava nas mãos daqueles acho que 7 profissionais agora na sala de cirurgia.

Clímax

Senti um frio gigante, de bater os queixos. Pedia para me cobrirem, mas carinhosamente me disseram que logo iria passar. Tive sorte porque meu médico e seu assistente, o anestesista e as enfermeiras eram muito bacanas, pacientes e de tal modo carinhosos compadeceram da minha situação física e emocional delicadas. Ajudei, me comportei bem, brinquei. O clima amistoso foi essencial na hora da anestesia, momento em que todos que estavam cuidando dos seus setores se concentraram em mim, pegaram minhas mãos, apoiaram minhas costas e me transmitiram muita calma e tranqüilidade... Após a picada na coluna, me deitaram. Meu corpo todo formigou, sentia somente leves toques. Logo estavam todos à postos para o início da cirurgia.

E aí eu escutei a voz do meu amor. Ah que felicidade! Ele estava ali na sala. Logo o vi sentado ao meu lado e aí sim eu estava pronta para receber nosso bebê por quem tanto aguardamos!

Quem curtiu mesmo tudo foi o Jhony, eu estava meio “grogue” e só tive noção de alguma coisa quando escutei meu Léo... o primeiro choro dele. Poxa que sacudida no coração.

Lembro do Jhony emocionado conversando com Léo que correspondeu aos estímulos do papai, de quem tanto ouviu a voz dentro da barriga da mamãe.

Pois é, me tornei mãe oficialmente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Meu garoto!!!!


Meu Deus do céu!!!

Nem parece que tem apenas 2 meses, o garoto já solta alguns sons e não pára de rir.

Quando chego de madruga depois do serviço, torço para ele estar acordado...rsrsrs só para brincar com ele ou fazer ele dormir de novo!!

Amo muitooooooooo o LÉOOOOO!!!

Agora vamos curtir as fotos!!!